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À luz da ontologia natural, não é correto o argumento de que não sabemos nada sobre nossos possíveis filhos, por exemplo, sobre a capacidade que terão para superar a dor estrutural; porque mesmo que não saibamos, por exemplo, se irão gostar de viajar, trabalhar ou estudar línguas clássicas, sabemos que serão seres indigentes, decadentes, abandonados, que começarão a morrer desde o nascimento, que enfrentarão e serão caracterizados por disfunções sistemáticas, que terão que constituir seus próprios seres como seres contra os outros - no sentido de lidar com a agressividade e ter que descarregá-la sobre os outros – que perderão aqueles que amam e serão perdidos por aqueles que os amam, e o tempo levará tudo o que conseguirem construir.
— JULIO CABRERA