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Não será que muito do que Heidegger, por exemplo, tenta dizer, quase sem sucesso, forçando a língua alemã, obrigando-a a gerar frases dificilmente inteligíveis, ou as tentativas de Hegel de pensar o trabalho do conceito “temporalmente”, pondo-o “em movimento”, não seria muito melhor exposto através das imagens surgidas a partir do deslocamento calmo e atento de uma câmera cinematográfica?
— JULIO CABRERA