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A nossa organização social assegura acriticamente a moralidade da paternidade, e a procriação é apresentada como valor naturalmente positivo. Pelo contrário, qualquer problematização desses valores será vista como demoníaca. Mas a situação reflexiva está perfeitamente clara: ou abandonamos o valor da "evitação da dor inútil", ou problematizamos a moralidade acrítica da paternidade. Se a reflexão moral deve ser racional, buscar a verdade etc. deve enfrentar essa alternativa.
— JULIO CABRERA