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O macho ousa ser diferente na medida em que aceita sua passividade e seu desejo de ser fêmea, sua bichice. O macho mais divergente é o travesti, mas este, embora diferente da maioria dos homens, é exatamente como todos os outros travestis; como um funcionalista, ele tem uma identidade — é uma mulher. Ele tenta afastar todos os seus problemas — mas a individualidade ainda inexiste. Não estando completamente convencido de que ele é uma mulher, extremamente inseguro quanto a ser suficientemente fêmea, ele se conforma compulsivamente ao estereótipo feminino feito pelo homem, e no fim das contas não é mais que um monte de maneirismos afetados.
— VALERIE SOLANAS