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Exercendo esse efeito de choque, de violência visual, de assalto à sensibilidade, de agressividade no mostrar, é possível que o espectador adquira aguda consciência de um problema moral ou epistemológico como talvez não lhe aconteça lendo um tratado sobre o assunto. Esta “sensibilização de conceitos” pode, inclusive, questionar algumas das soluções tradicionais de questões filosóficas oferecidas pelo conceito escrito ao longo da história da filosofia (...)
— JULIO CABRERA