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(...) a “filosofia institucional” transformou a atividade filosófica numa série de movimentos automáticos e sem vida; num enorme aparato onde professores e estudantes aparecem submetidos a rotinas estáticas e desprovidas de sentido. (...) muitas vezes os estudantes escrevem seus trabalhos bem longe do que realmente gostariam de fazer, trabalhos que serão lidos distraidamente (e depois arquivados em volumosos bancos de teses que ninguém consulta) por professores cada vez mais ocupados com tarefas administrativas e políticas, e que oferecem, também distraidamente, as aulas que seus alunos escutarão por obrigação.
— JULIO CABRERA