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A atual filosofia profissionalizada tem se compreendido abertamente como “apática”, sem pathos, exclusivamente conduzida pelo intelecto e deixando de lado emoções e impactos sentimentais. Apenas uns poucos filósofos dos últimos dois séculos (Schopenhauer, Nietzsche, Freud, Kierkegaard, Heidegger) opuseram resistência a esta tradição, questionando a hegemonia da razão intelectualista e a sistemática exclusão da componente emocional na tarefa de captação do mundo. Neste sentido, podemos chamar de “cinematográficos” esses pensadores da tradição europeia.
— JULIO CABRERA