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Quando eu era menina, na Rússia, eu sempre dizia que queria ser uma bruxa. Uma bruxa?, me perguntavam os adultos, com surpresa. E eu respondia: É, uma bruxa. Bruxa é bonita e tem poderes, Fadas são umas chatinhas, sempre muuuuito certinhas. Aí, quando eu cheguei ao Brasil e conheci a Emília do Monteiro Lobato, eu pensei assim: Não, não quero mais ser bruxa, eu quero ser a Emília.
— TATIANA BELINKY