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Pode-se aceitar que os pensamentos filosóficos sejam universais no sentido de ser de interesse para seres humanos de qualquer ponto do planeta (...) Entretanto, se não quisermos formular essa universalidade em termos metafísicos ou transcendentais, teremos que concebê-la como o resultado de um processo histórico, com uma procedência, uma circunstância e uma perspectiva, o que não lesa a universalidade do pensado (...), mas a situa. O que se nega é a ideia de que os pensamentos filosóficos possam surgir de maneira direta da razão humana, de uma visão de lugar nenhum. A universalidade dos pensamentos não os dispensa de ter uma origem (...)
— JULIO CABRERA