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Não tento aqui definir a filosofia, mas, pelo contrário, despojá-la de toda definição fixa, deixá-la o mais livre possível para ela mesma achar suas definições mais cabíveis, provisórias (...). Assim como quero vê-la livre de qualquer obrigação “crítica”, “teórica” ou “profunda”, gostaria de vivê-la sem o estigma do afirmativismo edificante que tem a perseguido ao longo dos árduos tempos, como uma luta contra a retórica, o relativismo, o ceticismo, o pessimismo e o niilismo. Creio que a filosofia não tem o dever de buscar a edificação conceitual, a salvação pelas ideias, ou a construção de uma sociedade justa. Enquanto menos “tarefas” ela tiver, melhor.
— JULIO CABRERA