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Como Wittgenstein apontaria, a palavra “pobre” não possui uma referência absoluta, mas adquire seu sentido em referência a específicos jogos de linguagem, nos quais adquire dinamicamente a sua referência ao mundo. A pobreza à qual Marx se referia não necessariamente diminui por meio da ampliação dos benefícios aos trabalhadores dentro da sociedade alienada. Um escravo bem pago continua sendo um escravo e, por conseguinte, alienado e pobre, no sentido marxiano. (...) o trabalhador não se “despauperizou” no sentido relativo de Marx (e de Wittgenstein), mas ele continua alienado, vivendo com o mínimo (relativo à sociedade que o aliena) (...).
— JULIO CABRERA