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A liberdade sexual não consiste em elaborar e difundir um «bom» padrão de desejo, mas ao contrário, em suprimir qualquer padrão. Não se trata de um dever de emancipar-se de maneira individual («liberai e expandi a vossa sexualidade!...»), mas de um conjunto de liberdades públicas. Sustenta-se —deliberadamente?— uma confusão entre ambos os conceitos, e nos regam com receitas individuais de felicidade sexual onde o problema é institucional, jurídico e cultural. Querem ditar-nos novas regulações onde a liberdade implica a eliminação de qualquer regra.
Tony Duvert