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O desamparo fica como oculto ou camuflado embaixo das formas profissionalizadas do filosofar, tanto na filosofia analítica quanto nos estudos dos “especialistas em Nietzsche”. A fragilidade intrínseca a todo filosofar (a todo viver) fica como disfarçada numa maneira aparentemente firme, segura e técnica de “dominar os assuntos” e construir argumentos. Mas nem mesmo ali o filosofar consegue esconder seu desamparo original.
— JULIO CABRERA