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(...)os escritores são testemunhas do seu quotidiano, fazendo parte da coabitação com o poder. Passam-se por estúpidos, pagam as suas contas, acreditam na democracia do prazer efémero, são-no no poder e não podem ser de outra forma, a não ser que se isolem total no eremitismo, como em certos casos. Mas entre o ser, o parecer e o não-ser há uma grande diferença que demarca a singularidade de cada um.
— CARLOS VAZ (ESCRITOR PORTUGUÊS)